segunda-feira, 21 de maio de 2012

Pensamentos & Meditações

"A noite sempre aprofunda nossas preocupações, mas nada que uma manhã ensolarada na pele não abrande, requentando nossas esperanças... O horizonte deixará para trás as cortinas da madrugada e o mar encenará suas carícias em nossas retinas. Carpe diem." (Thiago Luz)

"Não há dúvida de que podeis obter mais, em vosso mercado, por um litro de leite do que por um litro de sangue, mas não é ao mercado que os heróis levam seu sangue." (H. D. Thoreau)

"Em uma sociedade drogada pela obediência aos sagrados apelos midiáticos, encoleirada pelas grandes corporações, bancos e toda a trupe capitalista, herói é uma espécie em extinção." (Thiago Luz)

"Todos os vícios, quando estão na moda, passam por virtudes." (Molière)

"Que nossos rascunhos cotidianos se tornem uma obra-prima!" (Thiago Luz)

"Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas. Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha, nem desconfia que se acha conosco desde o início das eras. Pensa que está somente afogando problemas dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar inquietação do mundo!" (Mario Quintana)

"Ser poeta é escavar a própria alma, mergulhar num oceano escuro dentro do peito e ainda assim falar de amor." (Thiago Luz)

domingo, 13 de maio de 2012

"A Nossa Canção" (Leoni/Thiago Póvoa/Thiago Luz)

Pessoal, terá início a zero hora dessa segunda-feira (14/05/12) a semifinal do Concurso do Leoni, na qual a minha música estará concorrendo. Se vcs puderem me dar uma força votando em "A Nossa Canção" (Thiago Luz e Thiago Póvoa) e arrumarem mais uns votinhos pra gente... rs. A votação vai até quarta-feira (16/05/12). A novidade é que vai ser possível votar com o perfil do Facebook. Para votar, basta acessar -> http://trampo.com.br/leoni/wp-login.php

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A Nossa Canção (Leoni/Thiago Póvoa/Thiago Luz)


Pessoal, nos classificamos em 1º lugar na eliminatória do Concurso de Composição do Leoni. E quando eu digo "nos classificamos", refiro-me a todos nós: eu, meu parceiro na letra, minha esposa que cantou e todos que nos ajudaram votando e pedindo votos para "A Nossa Canção". De coração, muito obrigado!!! Sem vocês lutando pela gente, com a gente, não conseguiríamos. Vocês são FODA!!! Obrigado!!!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Todos Dormem


          O pior da insônia é saber que todos estão dormindo e você ali, acordado, tentando achar algo mais interessante do que um filme de sacanagem as três da madruga (sim, isso também é interessante, mas às vezes, poucas vezes, você não quer isso). Aí pega um livro ou rascunha um poema, enquanto os outros dormem e os corredores dão a falsa impressão de que teus passos soam alto. Na verdade, eles continuam silenciosos, ninguém os ouve – ninguém quer ouvi-los.
            Então, na falta de algo melhor, você caminha desnorteado, tateando nas paredes, sem saber o que fazer para encontrar também essa bênção das multidões, o sono. Contar carneirinhos, assistir à tevê ou apertar o mute do próprio cérebro, ó, dúvida cruel! Você só quer ser como os outros e dormir, mas os versos martelam como enxaqueca e acordam como uma dose quase letal de cafeína.
            Sêneca disse que a poesia é a insânia, mas desconfio que seja a insônia.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A Droga da Obediência


A Droga da Obediência é um livro escrito por Pedro Bandeira, no qual narra a aventura de um grupo secreto de amigos da Escola Elite, denominado Karas, que tenta desvendar a causa do sumiço de vários jovens na cidade. Os Karas, liderados por Miguel, descobrem um plano maléfico, que consiste em dominar a mente dos estudantes com uma pílula.

Saindo das páginas desse belíssimo livro, quase um suspense “sherlockiano” (o qual, confesso, degustei com paixão lá no início da minha adolescência), vejo que não é uma realidade tão distante: adolescentes enfileirados, quase a ponto de provar uma droga que fará com que seus cérebros sejam dominados. Estariam esses adolescentes embarcando para o carnaval em Salvador? Ou quem sabe, ao invés de uma fila, estariam eles sentados lado a lado, sendo hipnotizados por uma tela iluminada? 

Quem será o Kara a nos livrar dessa Droga? Quem será o Kara a nos acordar, livrando nossas mentes das ordens sexistas e consumistas da internet e da televisão? Quem será o Kara, o V de Vingança, o Batman? Em uma sociedade drogada pela obediência aos sagrados apelos midiáticos, encoleirada pelas grandes corporações, bancos e toda a trupe capitalista,  herói é uma espécie em extinção... Já não se fazem mais Karas.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Se eu pudesse reviver apenas um dia da minha vida decerto retornaria a uma manhã de Natal da minha infância. Não é saudosismo, apenas esperança...
Que os homens vivam com a leveza de um menino a olhar o mundo como uma grande aventura, transformando o coração no palco sagrado onde se encenam contos de fadas;
Que os nossos corações partidos nutram o solo, adubando o terreno do nosso espírito para colheitas de sorrisos e odes à vida;
Que os homens não desistam dos seus semelhantes, porque quando desistimos uns dos outros estamos abdicando de Deus e das nossas asas;
Que os nossos meninos não se percam na bestialização cotidiana que aflora em nossa pele sob a forma de lágrimas e que possam ainda brincar para mudar o mundo;
Que a nossa ideologia mais pueril não esmoreça ante a indiferença dos adultos e que o mundo não se perca sob a maldade dos adultos.
           
Que sejamos crianças! Que sejamos felizes! Que façamos os outros felizes!

sábado, 3 de setembro de 2011

Cult Malogrado

Os críticos literários são tão importantes pra mim quanto os meus poemas e o meu livro são importantes pra eles, ou seja, reduzindo nossas "importâncias" a uma equação matemática, anulam-se. E vida que segue, pois, como disse Sêneca, os homens podem dividir-se em dois grupos: os que seguem em frente e fazem alguma coisa e os que vão atrás a criticar. Prefiro seguir em frente, seja minha arte adorada ou apedrejada por intelectuais e/ou pseudointelectuais de plantão.

Nos melhores dias da arte não existiam críticos de arte, mas desconfio que esta frase de Oscar Wilde seja uma mentira, uma vez que o primeiro crítico de arte surgiu há milhares de anos, quando um sujeito, acho que um homem de Neandertal, rabiscou o desenho feito por um amigo na parede de uma caverna.

Mas, para a nossa sorte, a grande magia da literatura acontece entre escritor e leitor, e digo isso como escritor e, principalmente, como leitor. Faça-se luz e não deixemos a escuridão da soberba e da arrogância silenciar a beleza de um contos de fadas ou de uma história mortal que deixará de existir logo depois de contada! Não é a imortalidade do livro que nos toca, mas a intensidade com que acaricia o nosso coração!

terça-feira, 14 de junho de 2011

O olhar e o mar

Teu olhar bravio como uma nau
Em meio à fúria de Poseidon
Não tocou uma ilha de paz sequer
E, alumiado pela ausência dos faróis,
Acariciou recife de corais
Enquanto tateava em vão
O grande azul, lar de marujos,
E via mar e céu numa só linha
Como se a vida fosse retilínea,
Como se a qualquer momento
Ela não fechasse os teus olhos para sempre.

E hoje as retinas são mares de lágrimas
Em outros olhares, como oceanos tempestuosos na alma,
Enquanto a calmaria absorve o teu corpo
Sete palmos distantes do mar.

E as ondas continuarão beijando a areia da praia
Como se nada tivesse acontecido...
Apenas mais um olhar encontrou a escuridão da inexistência.

* 6º lugar e Menção Honrosa no XXVI Concurso de Poesia Brasil dos Reis (Angra dos Reis/RJ)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

À Castro Alves

Nesses navios de pele negra, branca,
Fria pele, áspera...
Nesses navios...
Substrução corroída!
Nesses navios negreiros multicoloridos
Que navegam pela vala da indiferença
E da miséria,
Aportando nas margens da desesperança,
Recrutando guetos e senzalas...

Nesses navios de pele mulata, amarela,
Gélida pele, árida...
Nesses navios...
Telha-vã apedrejada!
Nesses navios fantasmas que navegam
Como se o passado Não passasse de meia hora,
Como se o chicote ainda fosse ao céu
E caísse como um raio na alma,
Como se fizéssemos papel higiênico
Das áureas leis da República...

Nesses navios...
Versos de Castro ainda escorrem em sangue,
Ainda vivem...
No tronco, nas lágrimas,
Nas costas putrefatas, na dor tatuada...
Nesses navios...
Mil anos passam sob mil noites...
Açoite, açoite, açoite cruel!
As ruas viram senzalas...
“Dá in diferença!”,“Cinqüenta chibatadas!”...
E o céu, à noite, sem luminosa,
Reflete a atualidade em essência,
Almas escuras, verdade tão clara...